Avaliação para Homens

Avaliação Clínica do
Perfil Andrológico

Avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-testicular: testosterona total e livre, LH, FSH, SHBG, DHEA-S e estradiol. O diagnóstico de hipogonadismo exige análise integrada desses marcadores — não apenas um valor isolado de testosterona.

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Resposta direta

Sinais como fadiga persistente, queda de libido, perda de massa muscular sem causa aparente e alterações de humor justificam a avaliação do eixo hipotálamo-hipófise-testicular. O diagnóstico exige análise integrada de testosterona total e livre, SHBG, LH, FSH e contexto clínico — nunca um valor isolado.

Para quem é indicado

  • Homens com sintomas de hipogonadismo
  • Atletas com queda de performance sem causa aparente
  • Homens acima de 35 anos com rastreamento andrológico
  • Pacientes em acompanhamento de TRT já prescrito

O que esta avaliação não é

  • Prescrição de hormônios sem diagnóstico confirmado
  • Protocolo de performance sem indicação clínica
  • Substituição de acompanhamento contínuo

Sinais que merecem investigação

Fadiga persistente e baixa disposição
Queda de libido e função sexual
Dificuldade em ganhar ou manter massa muscular
Acúmulo de gordura abdominal sem mudança de hábitos
Alterações de humor, irritabilidade ou depressão
Insônia ou sono não reparador
Queda de cabelo ou piora da pele
Diminuição de concentração e memória

Como funciona o eixo andrológico masculino

A produção de testosterona no homem é regulada pelo eixo hipotálamo-hipófise-testicular (HPT). O hipotálamo libera GnRH, que estimula a hipófise a secretar LH e FSH. O LH estimula as células de Leydig nos testículos a produzirem testosterona; o FSH regula a espermatogênese. Quando os níveis de testosterona estão adequados, há um feedback negativo que reduz a liberação de LH e FSH. Por isso, avaliar LH e FSH junto com a testosterona é fundamental: valores baixos podem indicar origem hipofisária (hipogonadismo secundário), enquanto valores altos sugerem falência testicular (hipogonadismo primário).

A testosterona circula no sangue de duas formas: ligada a proteínas (principalmente SHBG e albumina) ou livre. Apenas a fração livre — cerca de 2% do total — é biologicamente ativa. Homens com SHBG elevado podem ter testosterona total dentro da faixa de referência, mas testosterona livre reduzida e sintomas clínicos de hipogonadismo. A avaliação do SHBG e o cálculo da testosterona livre são parte essencial do diagnóstico correto — especialmente em homens com obesidade, hipotireoidismo ou uso de certos medicamentos que elevam o SHBG.

O estradiol (estrogênio) nos homens é produzido principalmente por conversão periférica da testosterona pela enzima aromatase — processo chamado de aromatização. Tecido adiposo em excesso aumenta essa conversão, elevando o estradiol e suprimindo ainda mais a produção de testosterona. A avaliação do estradiol é clinicamente relevante em homens com obesidade, ginecomastia ou em acompanhamento de TRT. A DHEA-S, produzida pelas adrenais, é um precursor androgênico com declínio natural pela idade e pode ser avaliada como parte do rastreamento andrológico.

O que pode ser investigado

Testosterona total e livre
SHBG (globulina ligadora de hormônios sexuais)
LH e FSH (eixo hipotálamo-hipofisário)
DHEA-S (precursor androgênico adrenal)
Cortisol matinal (estresse e eixo HPA)
TSH e T4 livre (função tireoidiana)
IGF-1 (eixo do hormônio do crescimento)
Prolactina e perfil lipídico

Como funciona a investigação do eixo HPT em homens

A avaliação começa com anamnese direcionada ao contexto masculino: sintomas de hipogonadismo (fadiga, queda de libido, piora de composição corporal, alterações de humor), histórico de saúde, uso de anabolizantes ou hormônios no passado, fertilidade, função erétil, qualidade de sono, atividade física e exames anteriores. Com base nessas informações, o painel laboratorial é definido individualmente — em geral inclui testosterona total e livre, SHBG, LH, FSH, estradiol, prolactina, DHEA-S, cortisol, IGF-1, TSH e T4 livre, além de hemograma, perfil lipídico e marcadores metabólicos quando clinicamente indicados.

O diagnóstico de hipogonadismo masculino (clinicamente chamado de LOH — Late Onset Hypogonadism, ou andropausa clínica) exige a presença de sintomas consistentes E confirmação laboratorial em duas dosagens separadas, realizadas preferencialmente pela manhã. Testosterona no limite inferior sem sintomas significativos geralmente não justifica TRT. Homens com testosterona total normal mas SHBG elevado podem ter testosterona livre clinicamente baixa — situação que exige avaliação da fração livre para diagnóstico correto. O Dr. Eliseu avalia todos esses marcadores em conjunto, sem protocolo pré-definido.

Quando há indicação de TRT, o acompanhamento inclui exames de controle a cada 90 dias: testosterona, hematócrito, hemoglobina, PSA (quando indicado por faixa etária ou histórico), estradiol, perfil lipídico e marcadores cardiovasculares. Homens que desejam preservar fertilidade durante o tratamento têm opções terapêuticas alternativas à TRT convencional — aspecto avaliado na consulta. O atendimento é 100% online para todo o Brasil, com prescrições digitais certificadas válidas em qualquer farmácia, inclusive para substâncias de controle especial, conforme ANVISA e CFM.

Perguntas frequentes

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Avaliação clínica completa do perfil endócrino masculino. Diagnóstico baseado em exames e história clínica — sem protocolos sem indicação.

*A prescrição de qualquer hormônio requer diagnóstico confirmado por avaliação clínica e laboratorial individualizada. Este conteúdo é informativo e não substitui consulta médica.

Conteúdo elaborado e revisado porDr. Eliseu RodasMédico com pós-graduação em EndocrinologiaCRM-SP 266.535 · CRM-SC 40.346Última atualização: maio de 2025Última revisão médica: maio de 2025